Tem uma coisa que Belém faz com qualquer pessoa que chega de avião: ela não deixa passar despercebida. O calor úmido que abraça assim que você sai do terminal, o cheiro de açaí no ar, a grandiosidade do rio que parece um mar. A cidade não tem meio-termo. Você sente tudo de uma vez, e essa intensidade não passa.
Fomos ao Pará sem saber direito o que esperar e voltamos com uma certeza: a gastronomia, a cultura e o contato com a Amazônia que Belém oferece não existem com essa profundidade em nenhum outro lugar do Brasil. Este artigo é baseado nas nossas experiências reais na cidade, com fotos que tiramos, restaurantes onde sentamos e passeios que fizemos. E um que nos decepcionou, e vamos contar isso também.
Aqui você vai encontrar os pontos turísticos que valem a visita, passeios organizados saindo de Belém, o que fazer à noite, onde comer bem, dicas práticas e uma sugestão de roteiro por número de dias.
Índice desta matéria
- Onde fica Belém do Pará
- O que fazer em Belém durante o dia
- Passeios organizados em Belém
- O que fazer em Belém à noite
- Gastronomia em Belém — onde comer
- Sugestão de roteiro em Belém por número de dias
- Dicas práticas para visitar Belém
- O que fazer em Belém: roteiro completo na capital paraense
- Blogagem Coletiva #atraçõesimperdiveis
Onde fica Belém do Pará
Belém é a capital do estado do Pará e fica no extremo norte do Brasil, às margens da baía do Guajará, a poucos quilômetros da foz do Rio Amazonas. Está dentro da Amazônia Legal e é a maior metrópole da região, com pouco mais de 1,3 milhão de habitantes na cidade e quase 3 milhões na região metropolitana.
A posição geográfica explica muito do que torna a cidade única. Belém está a apenas 1º de latitude sul, o que significa que o sol bate quase perpendicularmente durante todo o ano. O calor é constante, as chuvas são intensas no primeiro semestre e a floresta amazônica está literalmente às portas da cidade: a menos de 15 minutos de barco do centro urbano, você já está dentro da mata fechada.
Chegar a Belém é relativamente simples. O Aeroporto Internacional Val de Cans recebe voos diretos de São Paulo, Brasília, Manaus e outras capitais brasileiras. A viagem de São Paulo dura em torno de 3h30. Não existe acesso rodoviário fácil a partir do Centro-Sul do país, então o avião é a opção mais prática para a maioria dos viajantes.
O que fazer em Belém durante o dia
Belém de dia tem duas faces: a cidade histórica com sua arquitetura colonial do século XVII e o contato direto com a Amazônia, que começa praticamente no centro urbano. Não é preciso fazer um grande deslocamento para ter floresta, rio e biodiversidade ao redor. As melhores experiências são as que misturam essas duas coisas.
Mangal das Garças
O Mangal das Garças foi um dos passeios que mais nos surpreendeu em Belém. Antes de ir, imaginávamos algo parecido com um parque urbano comum. O que encontramos foi diferente: um espaço que reproduz os principais ecossistemas do Pará, com áreas de terra alagada, firme e campos, tudo dentro da Cidade Velha.
O nome é literal. As garças vivem ali livremente, pousando nos galhos, caminhando pela grama, sem se incomodar com quem passa. Iguanas de tamanho considerável fazem o mesmo, e é o tipo de cena que você registra em foto achando que não vai parecer real depois.
A entrada no parque é gratuita. Dentro, o Mirante do Rio oferece vista para o Rio Guamá, que é o que os belenenses chamam de “nosso mar”, e faz sentido quando você vê a extensão da água. O borboletário cobra uma taxa de preservação pequena, mas vale a visita se você for com crianças ou curtir o tema. O restaurante Manjar das Garças serve comida típica paraense com vista para o parque e é uma boa opção de almoço sem precisar sair do circuito.
Dica de horário: o Mangal funciona bem tanto de manhã quanto no fim de tarde. O pôr do sol visto do mirante é um dos mais bonitos que encontramos em Belém, e combina bem com uma passagem pela Estação das Docas logo depois.





Diversidade de animais e aves no Mangal das Garças (Fotos @temaiseme)
Ilha do Combu
A Ilha do Combu foi, sem dúvida, um dos passeios que mais gostamos em todo o Pará. Saímos de barco do bairro do Condor e, em menos de 15 minutos, a cidade ficou para trás. A floresta amazônica tomou conta de tudo ao redor: os barrancos cobertos de vegetação, os sons que mudam completamente, o ar que fica mais pesado e úmido de uma hora para outra.
Almoçamos num restaurante local na beira do rio, com o barco ancorado do lado de fora e os barqueiros entrando e saindo. Comemos peixe e tomamos suco de frutas que não encontramos em nenhum menu de restaurante fora do Pará. Depois do almoço, nadamos no rio. Sim, dá para nadar, a água é escura por conta dos minerais da floresta, não por poluição, e a temperatura está sempre boa.
Antes de voltar, compramos chocolate artesanal feito na própria ilha. Os produtores locais cultivam o cacau e processam tudo ali, e o resultado é um chocolate com sabor completamente diferente do industrializado. É o programa favorito dos belenenses nos finais de semana, e agora entendemos por quê.
Fizemos um guia completo da Ilha do Combu com tudo que você precisa saber antes de ir: como chegar, o que comer, quanto tempo ficar e dicas de quem foi.
Ler o guia completo


Ilha do Combu: um dos passeios preferidos dos belenenses aos finais de semana (Fotos @temaiseme)
Mercado Ver-o-Peso
Visitar o Ver-o-Peso é obrigatório. O mercado é patrimônio brasileiro e tem uma importância que vai além do turismo: é onde Belém abastece sua cidade, negocia seu peixe, vende seus ingredientes e mantém tradições que existem há séculos.
O que você encontra lá: peixes amazônicos frescos que você provavelmente nunca viu antes (tucunaré, tambaqui, pirarucu), especiarias paraenses, ervas medicinais, garrafadas com receitas que misturam misticismo e botânica popular. As erveiras, mulheres especialistas em plantas medicinais que trabalham no mercado há décadas, têm conhecimento que não está em nenhum livro e gostam de conversar com quem chega com curiosidade genuína.
Comemos peixe frito com açaí dentro do mercado, em pé, no meio do movimento. O açaí que acompanha o peixe no Pará não é o açaí adoçado com banana e granola que o resto do Brasil conhece. É o açaí raiz, denso, levemente amargo, servido em cuia ou tigela. A combinação é estranha na teoria e funciona muito bem na prática.
Dica: chegue cedo. A partir das 7h já tem movimento intenso, os barcos ainda estão chegando com o pescado do dia e a atmosfera está no pico. À medida que a manhã avança, o calor aumenta e a movimentação cai.

Forte do Presépio e Cidade Velha
O Forte do Presépio foi construído em 1616, quando os portugueses chegaram ao que seria o ponto de partida da colonização da Amazônia brasileira. É o marco zero de Belém. A estrutura original foi preservada e hoje abriga o Museu do Encontro, com acervo sobre a história da cidade e da região amazônica.
Vale a visita para entender de onde a cidade veio antes de sair explorando o restante. A partir do forte, é fácil caminhar pela Cidade Velha e observar o contraste entre o casario colonial que sobreviveu e as intervenções que aconteceram ao longo dos séculos. O bairro tem igrejas, sobrados e uma escala urbana completamente diferente do restante de Belém.
Uma ressalva prática: a Cidade Velha é mais segura durante o dia. À noite, o movimento de pedestres cai e não é o trecho mais recomendado para caminhar.
Museu Emílio Goeldi
Vamos ser honestos aqui, porque é o nosso diferencial: fomos ao Museu Emílio Goeldi com expectativa alta e saímos frustrados.
A proposta do museu é boa. O Goeldi é uma instituição de pesquisa séria, com décadas de trabalho científico sobre a Amazônia, e o Parque de Zoobotânica que funciona junto promete mostrar a fauna e flora da região. O problema está na execução da parte zoológica. Os animais silvestres, incluindo onças-pintadas e jacarés, vivem em jaulas que julgamos pequenas e inadequadas para as necessidades desses animais.
Para quem valoriza bem-estar animal, a experiência decepciona. Colocamos aqui porque, da mesma forma que indicamos com entusiasmo o que amamos, também achamos importante falar sobre o que não nos agradou. Há outras formas de ter contato com a fauna amazônica em Belém, como o Mangal das Garças, onde os animais estão em liberdade.
Passeios organizados em Belém
Para quem quer aproveitar ao máximo sem precisar resolver a logística por conta própria, há boas opções de passeios guiados saindo de Belém. Reunimos abaixo os que achamos mais interessantes por categoria, com links diretos para verificar disponibilidade e preços.
Tour pela cidade com visita ao Ver-o-Peso
A visita guiada percorre os principais pontos históricos de Belém com guia local. É uma boa opção especialmente para o primeiro dia, quando você ainda está se orientando na cidade e quer ter contexto histórico antes de explorar por conta própria. Há duas versões disponíveis:
Visita guiada por Belém — percorre os principais pontos históricos com guia local, incluindo Cidade Velha e Ver-o-Peso.
Ver datas e preços4 horas pelo Ver-o-Peso com guia local — passeio focado no mercado e nos arredores históricos, ideal para quem quer entender a fundo o coração comercial de Belém.
Reservar passeioPasseio de barco pelos Furos com visita a comunidade ribeirinha
Os furos são canais naturais que cortam a região amazônica ao redor de Belém. Navegar por eles é entrar num mundo que existe a poucos quilômetros do centro da cidade, mas que tem um ritmo completamente diferente. O passeio inclui visita a uma comunidade ribeirinha e permite ver de perto como as famílias que vivem à beira dos igarapés organizam a vida cotidiana, uma realidade que a maioria dos brasileiros não conhece. O passeio dura meio dia.
Passeio de barco pelos Furos — meio dia navegando pelos canais amazônicos com visita a comunidade ribeirinha.
Verificar disponibilidadePasseio de barco ao entardecer
O pôr do sol de Belém visto do rio é uma das cenas mais marcantes da cidade. A luz muda rápido sobre a baía do Guajará e as cores chegam a parecer editadas quando você vê as fotos depois. O passeio de barco ao entardecer coloca você no meio do rio nesse momento, com a skyline de Belém de um lado e a extensão da água do outro.
Passeio de barco ao entardecer — pôr do sol visto do rio, com a skyline de Belém ao fundo.
Consultar horários
Tour pelos Parques Amazônicos
Para quem quer aprofundar o contato com a biodiversidade da região, o tour pelos parques amazônicos ao redor de Belém é conduzido por guia especializado, com foco na natureza e nos ecossistemas que existem ao redor da cidade.
Tour pelos Parques Amazônicos — natureza e biodiversidade guiadas a partir de Belém.
Ver datas e preçosExcursão a Salinópolis
Salinópolis é o destino de praia mais procurado pelos belenenses. Fica a cerca de 3h de Belém pela BR-316 e é onde água doce e salgada se encontram, formando praias com características únicas no país. O passeio é de dia inteiro e é uma boa alternativa para quem quer sair do ambiente urbano por um dia sem abrir mão da praticidade de um grupo guiado.
Excursão a Salinópolis — as praias do Pará em passeio de dia inteiro saindo de Belém.
Garantir minha vagaExcursão à Ilha de Marajó
A Ilha de Marajó é maior que vários países europeus e tem uma identidade cultural completamente própria dentro do Pará. É famosa pelos búfalos que pastam livremente pelas fazendas e pelo artesanato marajoara, com cerâmicas que repetem padrões de culturas pré-colombianas. O day trip com visita a fazenda é uma das experiências mais únicas que o estado oferece a quem vem de fora.
Excursão à Ilha de Marajó — visita a fazenda de búfalos e contato com a cultura marajoara em dia inteiro.
Reservar excursão
Tour de cerâmica em Icoaraci
Icoaraci é o distrito vizinho a Belém que concentra os ateliês de cerâmica marajoara. O artesanato produzido ali repete técnicas e padrões decorativos das culturas indígenas que habitavam a ilha de Marajó antes da colonização. O passeio de 3 horas mostra o processo de modelagem e pintura de perto, com artesãos que mantêm esse ofício há gerações.
Se você for a Icoaraci durante o dia para o tour de cerâmica, considere ficar até a noite para o carimbó no Espaço Cultural Coisas de Negro. Os dois programas combinados fazem o deslocamento valer em dobro.
Cerâmica de Icoaraci — 3 horas de imersão no artesanato marajoara no distrito vizinho a Belém.
Quero fazer esse passeioTour pela Ilha do Mosqueiro
Praia fluvial a menos de 2h de Belém, dentro da região metropolitana. Para quem quer areia e água sem precisar fazer um grande deslocamento, o Mosqueiro é a opção mais acessível. A ilha tem várias praias com características diferentes e funciona bem como programação de meio dia ou dia completo.
Tour pela Ilha do Mosqueiro — praias fluviais a menos de 2h de Belém.
Ver horários e reservarO que fazer em Belém à noite
Belém não tem vida noturna intensa no sentido convencional. Não é a cidade das baladas que vão até o amanhecer nem dos bares lotados de turistas. O que ela tem é diferente: programas noturnos absolutamente únicos no Brasil que, na nossa opinião, justificam a viagem por si sós.
Carimbó em Icoaraci — Espaço Cultural Coisas de Negro
Fomos ao Espaço Cultural Coisas de Negro sem saber muito bem o que esperar e saímos com a certeza de ter vivido algo que não acontece em nenhum outro lugar do Brasil. O carimbó é patrimônio cultural imaterial do país desde 2014 e, no Coisas de Negro, ele não é apresentação para turista. É o programa da comunidade, das famílias do bairro, das pessoas que cresceram ouvindo esse ritmo.
As saias girando, as batucadas que você sente no peito antes de ouvir com clareza, a energia coletiva do lugar. Você não assiste ao carimbó lá: você entra nele. É o tipo de noite que fica na memória por um bom tempo.
Icoaraci fica a cerca de 30 minutos de Belém. A combinação com o tour de cerâmica durante o dia e o carimbó à noite faz o deslocamento valer muito.



Coisas de Negro: centro cultural em Icoaraci, distrito vizinho a Belém, onde carimbó rola solto a noite toda. (Fotos Coisas de Negro)
Feira do Açaí
Acordar antes das 5h pode parecer tortura em qualquer destino. Em Belém, a Feira do Açaí justifica. Fomos com ceticismo e saímos impressionados com a escala do que acontece ali: barcos chegando pelo rio carregados com o fruto que vai alimentar Belém inteira naquele dia, trabalhadores descarregando no ritmo rápido de quem faz isso toda manhã, o cheiro do açaí fresco tomando conta do ar.
É um espetáculo involuntário. Ninguém está lá para os turistas. Os barcos chegam, o açaí é pesado e vendido, a cidade acorda. O que torna tudo fascinante é exatamente isso: você está dentro de uma cena que aconteceria do mesmo jeito sem a sua presença.
Uma ressalva que fazemos questão de repetir: respeite o lugar e os trabalhadores. Observe sem atrapalhar o fluxo de descarga. A Feira do Açaí é trabalho, não performance turística.
Boteco Meu Garoto — cachaça de jambu
O jambu é uma planta amazônica com um ativo que provoca dormência na língua e nos lábios. Parece estranho quando você lê. Na prática, a experiência é memorável: você toma a dose, espera alguns segundos, e a dormência chega de forma gradual, começando nos lábios e se espalhando pela boca.
O Boteco Meu Garoto tem mais de 20 anos de tradição com a cachaça de jambu e é uma das paradas mais singulares que fizemos em Belém. É o tipo de lugar onde você para por uma dose e fica por mais, puxado pela conversa e pelo clima do lugar.




Cachaçaria Meu Garoto, há mais de 20 anos tradição e referência em Cachaça com Jambu (Fotos Meu Garoto)
Estação das Docas ao fim de tarde
Chegamos na Estação das Docas pouco antes do pôr do sol e ficamos até a noite cair sem perceber o tempo passar. O complexo funciona em galpões portuários do início do século XX que foram revitalizados sem perder a estrutura original: o telhado de metal, as vigas expostas, o ar de lugar que tem história convivendo com restaurantes e lojas modernos.
Fica na baía do Guajará e a varanda com vista para o rio é o melhor ponto da cidade para ver o sol desaparecer na água. A dica é chegar com pelo menos uma hora de antecedência para garantir uma boa posição e tomar uma bebida enquanto espera a luz mudar. Depois que o sol cai, a Estação continua movimentada e funciona bem como ponto de encontro para jantar.

Dica para economizar: baixe o app do GetYourGuide e use o cupom TEMAISEME5 para ganhar 5% de desconto nos passeios. Funciona para Belém e para qualquer outro destino.
Baixar o app e usar o cupomGastronomia em Belém — onde comer
A gastronomia de Belém merece um artigo só para ela, e um dia a gente vai escrever. Por enquanto, aqui estão os lugares onde comemos e que recomendamos com convicção. A culinária paraense usa ingredientes que não chegam com a mesma qualidade e frescor em nenhuma outra capital do Brasil. Parte do que torna Belém única é exatamente isso: você come coisas que simplesmente não existem fora daqui.
Peixe frito com açaí no Ver-o-Peso
Não é restaurante. Não tem mesa reservada, cardápio impresso nem garçom. Você come em pé ou num banco improvisado, dentro do mercado, no meio do movimento dos vendedores e do vai e vem dos barcos. É o programa mais autêntico de Belém e, provavelmente, uma das refeições mais memoráveis que você vai ter no Pará.
O açaí que acompanha o peixe não é o açaí adoçado com banana e granola que o resto do Brasil conhece. É o açaí raiz, denso, levemente amargo, com sabor forte. A combinação com o peixe frito parece estranha na teoria. Na prática, funciona de uma forma que só faz sentido quando você prova.

Sorveteria Cairu
A Cairu fica dentro da Estação das Docas e reúne sorvetes de frutas amazônicas que dificilmente você encontra em outro lugar com essa variedade e qualidade. Açaí raiz, cupuaçu, cajá, taperebá, muruci. Cada sabor tem uma personalidade própria e bem diferente do que você está acostumado.
O Mestiço, feito de açaí com tapioca, é um dos mais pedidos e um bom começo para quem não sabe por onde começar. A dificuldade real é escolher só um. Fomos mais de uma vez durante a viagem, o que já diz bastante.



Sorveteria Cairu, destaque para os sabores feitos com frutas amazônicas como açaí e taperebá (Fotos Sorveteria Cairu)
Restaurante Portinha
A esfiha de pato do Portinha é um bom resumo do que o restaurante faz: ingredientes amazônicos em combinações que você não vê em menus convencionais. O bolo de chocolate com cupuaçu é outro destaque. Tudo que comemos lá tinha aquele tempero específico do Pará que não se reproduz fora daqui, e o Portinha usa isso com inteligência no cardápio.
Carne de Sol Picuí
Carne de sol bem feita, ambiente simples, atendimento que deixa todo mundo à vontade. Não tem segredo: é qualidade no produto e capricho no preparo, que é exatamente o que um bom restaurante de carne de sol precisa ser. Um almoço direto ao ponto e sem decepções.
Remanso do Peixe
Peixes amazônicos, caldeiradas paraenses, moquecas feitas com peixes que você conhece pelo nome mas raramente tem a chance de comer frescos. O Remanso do Peixe tem um ambiente acolhedor, sem pressa, onde vale a pena sentar e fazer uma refeição longa. Os drinks com cachaça da terra e frutas típicas são um capítulo à parte do menu e valem a exploração antes ou depois do prato principal.



Remanso do Peixe – ambiente simples, acolhedor e comida deliciosa (Fotos Remanso do Peixe)
Sugestão de roteiro em Belém por número de dias
Para ajudar na organização da viagem, montamos uma sugestão baseada no tempo disponível. Todos os lugares citados abaixo são de visita própria ou passeios que fizemos.
Belém em 3 dias
Dia 1: comece pela manhã no Mercado Ver-o-Peso, ainda com os barcos chegando. Coma o peixe frito com açaí no próprio mercado. Depois, caminhe pelo Forte do Presépio e pela Cidade Velha. À tarde, vá ao Mangal das Garças e fique até o fim de tarde para o pôr do sol no mirante. Encerre o dia na Estação das Docas e na Sorveteria Cairu.
Dia 2: passeio de barco para a Ilha do Combu saindo do Condor. Reserve o dia inteiro: almoço na beira do rio, nado, chocolate artesanal. À noite, Boteco Meu Garoto para a cachaça de jambu.
Dia 3: Icoaraci. Tour de cerâmica de tarde e carimbó à noite no Espaço Cultural Coisas de Negro. Se quiser acordar cedo no terceiro dia, a Feira do Açaí começa às 5h e combina bem antes de seguir para Icoaraci.
Belém em 4 dias ou mais
Com um dia extra, você consegue encaixar um dos passeios de dia inteiro com mais tranquilidade: a excursão à Ilha de Marajó ou a Salinópolis são as opções que mais nos chamam atenção. Também dá para repetir o Ver-o-Peso num horário diferente e explorar a gastronomia com mais calma, sem a sensação de que está correndo entre um ponto e outro.
Dicas práticas para visitar Belém
Segurança
Belém é uma capital brasileira e pede as precauções normais de qualquer cidade grande. Os bairros de Nazaré, Umarizal e a área da Estação das Docas são os mais tranquilos para turistas. Evite caminhar à noite pelos bairros históricos, como a Cidade Velha. Em locais de movimento intenso como o Ver-o-Peso, atenção ao que você carrega.
Calor
É constante e intenso o ano todo. Mesmo no segundo semestre, quando chove menos, as temperaturas ficam altas. Roupa leve, protetor solar e muita hidratação não são sugestão: são necessidade. Planeje os passeios mais pesados para a manhã e descanse no pico do calor, entre 12h e 15h.
Transporte
Para circular pelo centro de Belém e pelos bairros principais, aplicativos de transporte funcionam bem e são a opção mais prática. Se quiser ir a Icoaraci ou a pontos mais distantes com mais liberdade de horário, alugar um carro facilita. Você pode comparar opções pelo Rentcars.
Melhor época para visitar
O segundo semestre, de julho a dezembro, tem menos chuva e facilita os passeios ao ar livre. O Círio de Nazaré acontece em outubro e é uma das maiores procissões religiosas do mundo. Se coincidir com a sua viagem, é uma experiência à parte. No primeiro semestre chove mais, mas a cidade funciona normalmente e os preços costumam ser menores.
Quanto tempo ficar
Três dias cobrem os pontos principais da cidade. Com quatro dias, você inclui a Ilha do Combu e Icoaraci com mais calma e ainda tem espaço para algum imprevisto.
Onde ficar em Belém
Temos um guia com hotéis e pousadas organizados por bairro e perfil de viajante: onde ficar em Belém.
O que fazer em Belém: roteiro completo na capital paraense
Belém tem pontos históricos como o Mercado Ver-o-Peso e o Forte do Presépio, experiências amazônicas como a Ilha do Combu e o Mangal das Garças, e uma gastronomia que não existe com essa profundidade em nenhum outro lugar do Brasil. Há também programas noturnos únicos: o carimbó no Espaço Cultural Coisas de Negro em Icoaraci e a Feira do Açaí de madrugada, quando os barcos chegam do rio carregados com o fruto.
Vale, especialmente para quem quer gastronomia e natureza amazônica. A cidade tem uma identidade cultural muito forte: o Círio de Nazaré, o carimbó, os peixes e as frutas da região, os rios. Não é destino de praias paradisíacas, mas o que ela oferece não existe em nenhum outro lugar do Brasil.
O segundo semestre, de julho a dezembro, tem menos chuva e facilita os passeios ao ar livre. O Círio de Nazaré acontece em outubro e é uma experiência à parte. No primeiro semestre chove mais, mas a cidade funciona normalmente e os preços costumam ser menores.
Três dias cobrem os pontos principais. Com quatro dias dá para incluir a Ilha do Combu e Icoaraci com mais calma e sem sensação de correria.
Sim, com as precauções normais de qualquer capital brasileira. Os bairros de Nazaré, Umarizal e a área da Estação das Docas são os mais indicados para turistas. Evite caminhar à noite pelos bairros históricos e fique atento em locais de movimento intenso como o Ver-o-Peso.
O acesso é de barco a partir do bairro do Condor, em Belém. Dá para ir por conta própria ou com passeio organizado. A travessia dura menos de 15 minutos e você já chega dentro da floresta amazônica. É um dos passeios mais autênticos que Belém oferece e um dos nossos favoritos em todo o Pará.
Peixe frito com açaí no Ver-o-Peso, sorvetes de frutas amazônicas na Sorveteria Cairu, esfiha de pato no Restaurante Portinha, caldeiradas e moquecas de peixes amazônicos no Remanso do Peixe. E a cachaça de jambu no Boteco Meu Garoto, que não é exatamente comida, mas é obrigatória.
Blogagem Coletiva #atraçõesimperdiveis
Este post faz parte da Blogagem Coletiva. Uma iniciativa de blogueiros de viagem que visa promover a divulgação de atrações imperdíveis ao redor mundo. Confira os outros artigos.
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Estou doida para conhecer Belém! Meus sogros já foram duas vezes e sempre dizem que é mesmo um lugar incrível no Brasil, e a cada post que leio fico com mais vontade de passear por lá – aliás, mais vontade de conhecer o norte do Brasil, tão rico culturalmente e tão diferente do sudeste.
Belém é uma cidade incrível mesmo Cinthia. Seu sogros estão cobertos de razão. Espero que nosso artigo te ajude na organização da viagem 🙂
Eu amo essa sorveteria Cairu. Já fui bastante para Belém, mas tem muitos lugares na sua lista que não conheço.
Os melhoressss sorvetes que já tomamos na vida! Belém é apaixonante, né?
Eu amei esse seu post sobre o que fazer em Belém, estou mesmo montando um roteiro para lá e seu post vai me ajudar demais. Obrigada
Fico feliz em ajudar, com certeza você vai amar. Belém é incrível.
O que mais me encanta nesses lugares é a gastronomia. Amo experimentar tudo, restaurantes são minhas atrações imperdíveis nos lugares que visito e Belém me agradou bastante
A gastronomia de Belém é um ponto alto da viagem né? São tantos sabores e cores diferentes. Nós também ficamos encantados.
Há horas eu “namoro” um roteiro por algumas cidades do norte do país, incluindo Belém. Essa viagem só ainda não saiu do papel por causa do preço da passagem aérea, pois moro no extremo sul do país.
Tuas sugestões do que fazer em Belém enriqueceram ainda mais meu planejamento.
Ah, e obrigada por compartilhar a opinião sincera sobre o Museu Emilio Goeldi. É muito importante ter esse tipo de informação.
Feliz em ajudar Helen. Belém é uma cidade encantadora, com certeza você vai curtir bastante. E com relação ao Emilio Goeldi é uma questão de gosto. Pra gente zoológicos não são lugares legais e por isso não recomendamos.
Adorei saber mais sobre o que fazer em Belém, este destino me atrai e fascina, com suas fotos e dicas ainda mais. As primeiras coisas que quero fazer quando puder visitar Belém é ir ao Mercado do Peso e comer um prato com Jambu, espero gostar da dormência na boca, rsrs.
A cidade é muito legal Gisele. Espero que tenha encontrado dicas legais aqui 🙂
https://temaiseme.com.br/o-que-fazer-em-belem/
Como não se apaixonar por Belém visto através das lentes de vocês?? Tenho uma amiga que mora lá e desde a adolescência ela criou em mim a vontade enorme de conhecer o Mercado Ver-o-Peso. Gostei de como trataram com sinceridade a questão do Museu Emílio Goeldi, odeio ver bicho enjaulado assim também… post maravilhoso!
Ainnn!! Um elogio desses, bicho. Confesso que acho sua amiga corajosa de morar naquele calorão constante hehehe
Estou impactada com as suas fotos? Meus Deus, que cores lindas! Já estou encantada com Belém, e já quero visitar. Beijinhos
Caramba Eliza, que elogio lindo. Muito obrigada mesmo!! Fotografia é uma paixão, feliz que você tenha curtido 🙂
Gostaria muito de um dia conhecer belem agora que já sei o que fazer. O que sempre me chamou atenção foi a culinária local que é muito rica. Obrigado por compartilhar este conteudo sensacional.
Belém é uma cidade incrível Moisés, tenho certeza que você vai amar!
Sou de Belém, e incluiria nesse roteiro visitar a ilha de cotijuba, os barcos também conhecidos como pô pô pô – devido o barulho dos motores- saem do porto de icoaraci já descrito no roteiro. Chegando no porto de cotijuba cerca de 50 minutos, vá até a praia do Vai-Quem-Quer, é só pegar um motohome ou um tratorhome, isso mesmo, chegando lá irão entender o pq. O por do sol e as águas doces do rio são maravilhosos, fora a culinária. Precisando de mais lugares, é só chamar.
Nossa Giovanni, muito bem lembrado! Cotijuba é incrível e acabamos não colocando no artigo. Vamos acrescentar. Obrigada pela dica 🙂