Escolher o que fazer em Lisboa é um bom problema para ter. A cidade tem sete colinas, um rio que parece mar, bondes subindo ladeiras de pedra, monumentos do tempo das grandes navegações e bairros que mudam completamente de um quarteirão para o outro. Dá para passar dias andando sem repetir o caminho, e, para nós, é exatamente esse o maior charme da cidade: se perder pelas ruas.
Para não perder tempo cruzando a cidade, organizamos este guia por bairro, com o que vale ver em cada um, quanto tempo reservar, onde comprar ingresso e as dicas que mudam o passeio, como a forma certa de pagar o bonde 28.
Sem tempo para ler? Nossas escolhas:
- Quantos dias: 3 dias, ou 4 com Sintra
- Não deixe de ver: Belém, Alfama, Castelo de São Jorge e um miradouro no fim do dia
- Compre antes: Mosteiro dos Jerónimos, Oceanário e passeios de barco
- Melhor transporte: a pé, metrô e cartão de transporte público
O que fazer em Lisboa: resumo das principais atrações
| Atração | Bairro | Tempo | Quanto custa |
|---|---|---|---|
| Mosteiro dos Jerónimos | Belém | 1h30 | Cerca de € 18 |
| Torre de Belém | Belém | 1 hora | Veja no link |
| Castelo de São Jorge | Alfama | 2 horas | Cerca de € 17 |
| Arco da Rua Augusta | Baixa | 30 minutos | Veja no link |
| Oceanário de Lisboa | Parque das Nações | 2 a 3 horas | Cerca de € 25 |
| Bonde 28 | Graça, Alfama e Baixa | 1 hora | Passagem normal com cartão |
| Pilar 7 | Alcântara | 1 hora | Veja no link |
| Show de fado | Alfama e Chiado | 2 horas | Varia com o jantar |
| Miradouros | Vários | O fim da tarde | Grátis |
Quem pretende visitar várias atrações pagas em poucos dias pode fazer as contas com o Lisboa Card, que reúne transporte e entradas. Se você só vai a dois ou três lugares, normalmente compensa pagar cada um.
Quantos dias ficar e como organizar o que fazer em Lisboa
Com dois dias inteiros, dá para ver o essencial: um dia para Baixa, Chiado e Alfama, outro para Belém. Com três, cabem o Castelo de São Jorge, a LX Factory e os miradouros com calma. Com quatro, inclua um dia em Sintra, que é o bate-volta mais procurado.
A melhor forma de organizar é agrupar por região. Belém fica longe do centro, então merece uma manhã inteira. Parque das Nações fica para o outro lado, e não combina com Belém no mesmo dia. Baixa, Chiado, Alfama e Bairro Alto ficam perto, e dá para ir a pé, encarando as ladeiras. No nosso roteiro por Portugal mostramos como encaixar Lisboa em uma viagem maior, e em onde ficar em Lisboa comparamos os bairros para a hospedagem.
Roteiro de 1 a 4 dias em Lisboa
| Tempo | Manhã | Tarde | Noite |
|---|---|---|---|
| Dia 1 | Baixa, Praça do Comércio e Arco da Rua Augusta | Sé, Alfama e Castelo de São Jorge | Portas do Sol e fado |
| Dia 2 | Jerónimos, Torre de Belém e pastéis | LX Factory e Pilar 7 | Time Out Market e Bairro Alto |
| Dia 3 | Bonde 28 e circuito dos miradouros | Chiado, Convento do Carmo e Príncipe Real | Barco no Tejo ao entardecer |
| Dia 4 | Sintra | Sintra | Volta para Lisboa |
Se tiver só um dia, faça o dia 1 e troque o Castelo de São Jorge por Belém, que é a parte mais marcante para quem vai pela primeira vez. Se ficar um dia a mais na cidade, inclua o Parque das Nações e o Oceanário.
O que fazer em Lisboa na Baixa e no Chiado
A Baixa é o centro plano da cidade, reconstruído depois do terremoto de 1755, com ruas retas que levam até o rio. É por aqui que quase todo mundo começa, e um free tour por Lisboa no primeiro dia ajuda a entender a história e se localizar.
Praça do Comércio e Arco da Rua Augusta
A grande praça aberta para o Tejo foi a porta de entrada de Lisboa por séculos. Suba ao Arco da Rua Augusta para ver a praça e a Baixa de cima, em um passeio rápido. Do outro lado do arco começa a Rua Augusta, a rua de pedestres mais movimentada do centro.
Rossio e Elevador de Santa Justa
A Praça do Rossio, com o piso de ondas, fica a poucos minutos da Rua Augusta. É perto dela que sai o trem para Sintra. O Elevador de Santa Justa, de ferro, inaugurado em 1902, liga a Baixa ao Largo do Carmo, e costuma ter fila longa. Quem quer evitar a fila pode chegar ao topo a pé, pelo Largo do Carmo, e aproveitar a vista de lá.

Chiado e Convento do Carmo
O Chiado é o bairro elegante, com livrarias, cafés históricos e a estátua de Fernando Pessoa em frente ao café A Brasileira. No Largo do Carmo, as ruínas do Convento do Carmo, que perdeu o teto no terremoto, são um dos cenários mais bonitos do centro. Junto com o Príncipe Real, é um dos nossos bairros preferidos para andar sem rumo. Para conhecer a região com guia, tem o free tour pelo Bairro Alto e Chiado.
O que fazer em Lisboa na Alfama, no castelo e na Graça
A Alfama é o bairro mais antigo, um labirinto de becos, escadas e roupas nos varais que sobreviveu ao terremoto. A melhor forma de conhecer é se perder a pé, ou entender a história em um free tour pela Alfama. Use um tênis confortável, porque quase tudo é ladeira.
Castelo de São Jorge
No alto da colina, o Castelo de São Jorge tem muralhas, torres e uma das vistas mais completas da cidade. Reserve umas duas horas, e prefira chegar cedo ou no fim da tarde para evitar as maiores filas.
Sé de Lisboa e bonde 28
A Sé, a catedral mais antiga da cidade, fica no caminho entre a Baixa e a Alfama, e os bondes passam bem na frente dela. O bonde 28 atravessa Graça, Alfama, Baixa e Estrela, e é a experiência mais famosa da cidade.
A dica mais importante: pague com o cartão de transporte público, que cobra a passagem normal. Quem paga direto ao motorista paga o preço turístico, que é mais caro. O bonde costuma lotar, então pegue cedo ou no começo da linha, e cuide da bolsa e do celular, porque os batedores de carteira conhecem bem esse trajeto.

Circuito dos miradouros a pé
Este é um dos nossos programas preferidos em Lisboa, e é de graça. A gente gosta de começar lá em cima, no Largo da Graça, e ir descendo pelas ruazinhas, parando em todos os miradouros até chegar à Rua Augusta e ao Arco. Como é quase tudo descida, o passeio fica bem mais leve do que parece.
- Miradouro da Graça: o ponto de partida, com vista para o Castelo de São Jorge e para a ponte. Quem quiser subir um pouco mais encontra o da Senhora do Monte, o mais alto de todos.
- Portas do Sol: depois de descer pelas ruas da Graça e da Alfama, é o terraço com a vista mais famosa dos telhados e do Tejo.
- Santa Luzia: colado ao anterior, tem azulejos e buganvílias.
- Sé de Lisboa: seguindo ladeira abaixo, você passa pela catedral.
- Rua Augusta e Arco: o circuito termina na Baixa, pertinho da Praça do Comércio.
Reserve umas duas ou três horas, com paradas para um café, e faça no fim da tarde se quiser pegar a luz mais bonita. Para fazer o caminho contrário, o bonde 28 ajuda na subida.

São Vicente de Fora, Panteão e Feira da Ladra
Na ponta da Alfama, o Mosteiro de São Vicente de Fora tem painéis de azulejos e um terraço com vista. Perto dele fica o Panteão Nacional, com a grande cúpula branca, onde estão os túmulos de nomes como Amália Rodrigues. Às terças e aos sábados, a Feira da Ladra ocupa o Campo de Santa Clara com antiguidades e objetos usados.
Show de fado
O fado nasceu nesses bairros, e assistir a um é uma das melhores coisas para fazer à noite. Dá para escolher um espetáculo de fado ou um jantar com música ao vivo. Durante a apresentação, as casas pedem silêncio, e é bom reservar antes.
O que fazer em Lisboa em Belém
Belém fica à beira do Tejo, a uns 20 minutos do centro, de bonde 15 ou de trem. Foi daqui que partiram as caravelas portuguesas, e o bairro concentra os principais monumentos. Reserve uma manhã inteira, e confira os dias de fechamento antes de ir, porque muitos monumentos fecham às segundas. Quem quiser conhecer com guia tem o free tour por Belém.
Mosteiro dos Jerónimos
O Mosteiro dos Jerónimos é a obra-prima do estilo manuelino e Patrimônio Mundial da Unesco. A igreja, onde está o túmulo de Vasco da Gama, tem entrada gratuita, e o ingresso é para o claustro, que é justamente a parte mais bonita. Em alta temporada, a fila pode ser longa, então compre antes e prefira o começo da manhã.

Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos
A Torre de Belém, do século 16, foi construída para proteger a entrada do rio, e também é Patrimônio Mundial. Por fora, ela já vale a visita, principalmente no fim do dia. Como o monumento passou por períodos de obras, confira se está aberto antes de contar com a subida. A dez minutos a pé fica o Padrão dos Descobrimentos, um monumento às navegações, com mirante no topo e um grande mapa no chão.
Pastéis de Belém

A Fábrica de Pastéis de Belém faz os pastéis desde 1837, com receita mantida em segredo. A fila do balcão pode ser grande, mas costuma andar rápido, e o salão lá dentro é bem maior do que parece. Quem quiser aprender a fazer pode entrar em uma aula de pastel de nata.
O que fazer em Lisboa no Bairro Alto e no Príncipe Real
O Bairro Alto é tranquilo de dia e lota à noite, com bares pequenos e gente bebendo na rua. Logo ao lado, o Miradouro de São Pedro de Alcântara é um dos mais agradáveis, com vista para o castelo. Seguindo pela rua, o Príncipe Real tem jardim, lojas de design e restaurantes. É um dos lugares de que mais gostamos para passar uma tarde sem pressa, andando sem rumo.

Descendo para o rio, o Cais do Sodré é outro ponto da vida noturna, com a Pink Street. É ali que fica o Time Out Market, no Mercado da Ribeira, que reúne vários chefs e restaurantes no mesmo salão. A gente gosta muito. Vá com fome e tente evitar o pico do jantar, quando encontrar mesa vira missão.

O que fazer em Lisboa em Alcântara: LX Factory e Ponte 25 de Abril
A LX Factory é um antigo complexo industrial embaixo da ponte, transformado em lojas, restaurantes, ateliês e arte de rua. Funciona bem à tarde e à noite, e fica no caminho entre o centro e Belém. Aos domingos, costuma ter feira.


Bem ao lado, o Pilar 7 leva você ao topo de um dos pilares da Ponte 25 de Abril, com vista do rio e dos carros passando. Do outro lado do Tejo fica o Cristo Rei, em Almada, e o trajeto de barco de Cais do Sodré até Cacilhas é um passeio barato para ver Lisboa do rio.

O que fazer em Lisboa no Parque das Nações
O Parque das Nações nasceu com a Expo 98, e é a Lisboa moderna: ruas largas, passeio à beira do rio e a Estação do Oriente, com a cobertura que parece uma floresta de metal. O principal programa é o Oceanário de Lisboa, um dos maiores da Europa, ótimo para crianças e para dias de chuva. Aproveite também o teleférico, que passa por cima do rio.

O que fazer em Lisboa na Estrela, na Avenida da Liberdade e arredores
Fora do circuito mais turístico, esses bairros mostram a Lisboa do dia a dia. A Basílica da Estrela, com a cúpula branca, fica em frente ao Jardim da Estrela, um dos parques mais gostosos da cidade. O bonde 28 termina perto dali, em Campo de Ourique, bairro residencial com um mercado pequeno e cheio de boas opções de comida. Por perto, a Casa Fernando Pessoa guarda a memória do poeta.
A Avenida da Liberdade liga os Restauradores ao Marquês de Pombal, com lojas de luxo, árvores e calçadas desenhadas.

No alto, o Parque Eduardo VII tem uma das vistas retas mais conhecidas da cidade até o rio, e a Estufa Fria é um jardim coberto, bom para dias quentes. Quem gosta de engenharia pode procurar o Aqueduto das Águas Livres, que atravessa o vale de Alcântara.
Museus para incluir no que fazer em Lisboa
Para quem gosta de museus, ou para dias de chuva, Lisboa tem bastante coisa boa. O Museu Calouste Gulbenkian tem uma das coleções de arte mais respeitadas do país, com um belo jardim. O Museu Nacional do Azulejo conta a história de um dos maiores símbolos portugueses, mas passou por obras, então confira se já está aberto. Em Belém, o MAAT une arquitetura moderna e arte contemporânea à beira do rio, e o Museu do Tesouro Real, na Ajuda, reúne as joias da coroa portuguesa. Na Alfama, o Museu do Fado explica a história da música mais famosa do país, e, em Belém, o Museu dos Coches guarda carruagens da realeza.
Passeios de barco em Lisboa
Ver a cidade pelo rio muda a perspectiva. Dá para fazer um passeio de barco ao entardecer, de veleiro ou lancha, com a ponte e Belém ao fundo. Comparamos as opções em passeio de barco no Rio Tejo. Quem quer sair mais longe tem o avistamento de golfinhos.
O que comer em Lisboa

- Pastel de nata: além dos Pastéis de Belém, a Manteigaria é a nossa favorita, e a gente também gosta da Castro, que não é tão conhecida.
- Bifana: o sanduíche de porco temperado, servido em balcões simples.
- Bacalhau: à Brás é um dos preparos mais comuns no cardápio.
- Sardinha: melhor em junho, na época das festas populares.
- Ginjinha: o licor de ginja, vendido em portinhas perto do Rossio.
Para ter uma ideia de preços, veja quanto custa viajar para Portugal, com o valor do café, do almoço e do jantar.
O que fazer em Lisboa de graça
- Fazer o circuito dos miradouros a pé, da Graça até a Rua Augusta.
- Andar pela Alfama, pela Baixa e pela Praça do Comércio.
- Entrar na igreja dos Jerónimos e na Sé.
- Passear pela beira do Tejo, de Cais do Sodré até Belém.
- Conhecer a LX Factory e a Estação do Oriente.
- Fazer um free tour, em que você paga o que achar justo ao guia.

Bate-voltas de Lisboa
| Destino | Como ir | Por que ir |
|---|---|---|
| Sintra | Trem do Rossio, cerca de 40 minutos | Palácio da Pena, Quinta da Regaleira e Castelo dos Mouros |
| Cascais | Trem do Cais do Sodré, cerca de 40 minutos | Vila de praia elegante e Boca do Inferno |
| Sintra e Cascais | Excursão de um dia | Os dois no mesmo dia, com o Cabo da Roca |
| Arrábida e Sesimbra | Carro ou excursão | Praias e mar calmo ao sul do Tejo |
| Óbidos e Nazaré | Ônibus, carro ou excursão | Vila medieval e ondas gigantes |
| Ericeira | Ônibus ou carro, cerca de 1 hora | Vila de pescadores e surf |
Quem está na cidade no verão também pode ir à praia: as de Carcavelos e da Costa da Caparica são as mais próximas. Em Carcavelos, dá para fazer aula de surf.
Dicas para aproveitar o que fazer em Lisboa
- Use tênis: a calçada portuguesa é linda, mas escorrega, e a cidade é cheia de ladeiras.
- Carregue o cartão de transporte: serve para metrô, ônibus, bonde e barco, e sai mais barato do que pagar a bordo.
- Não alugue carro para a cidade: estacionar é difícil, e as ruas são estreitas.
- Compre antes: principalmente Jerónimos e Oceanário, e mais ainda na alta temporada.
- Fique de olho na bolsa: nos bondes e nas áreas lotadas, o cuidado precisa ser maior.
- Confira os horários: muitas atrações fecham às segundas e têm horários diferentes no inverno.
A melhor época para ir a Portugal para andar por Lisboa é a primavera e o começo do outono. Inclua o seguro: veja nosso guia de seguro viagem para Portugal. A Seguros Promo é a que usamos, e o cupom TEMAISEME5 dá 5% de desconto. Para internet, costumamos indicar a Holafly e a Airalo. Para pagar em euro, temos um guia da conta Nomad em Portugal.
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Abrir minha contaPerguntas frequentes sobre o que fazer em Lisboa
Três dias cobrem bem a cidade. Com quatro, dá para incluir um dia em Sintra.
Belém, com os Jerónimos e a Torre, a Alfama, o Castelo de São Jorge, o circuito dos miradouros e um pastel de nata.
Com o cartão de transporte público, que cobra a passagem normal. Pagando direto ao motorista, o preço é mais caro.
Assistir a um show de fado, jantar no Time Out Market, sair pelo Bairro Alto ou pelo Cais do Sodré.
Museu Calouste Gulbenkian, Oceanário, Jerónimos, LX Factory e Time Out Market são boas opções.
O Oceanário, o teleférico do Parque das Nações e o bonde costumam agradar.
Vale para quem pretende visitar várias atrações pagas e usar o transporte nos mesmos dias. Faça as contas antes.
Dá, de trem saindo do Rossio, em cerca de 40 minutos, ou em uma excursão de um dia.