Onde a buzina não alcança

Procurar emprego não é fácil. Para trabalho sociais, o período de final de ano é pior ainda. Ocorre o movimento reverso do comércio varejista por exemplo, que desata a contratar pessoas para ocupar vagas temporárias em lojas motivadas por mais uma projeção positiva de vendas dada pelos Institutos de Pesquisa, referente as festas natalinas.

Nas ONG’s é um período de fechamento de ano. De rever o que foi feito,  as metodologias, os esforços, os resultados e começar a planejar como será o ano que vem. O que resta são projetos pontuais e a finalização das atividades rotineiras. Pouco se tem de novidade.

Chegamos com essa realidade no Uruguai. Felizmente conseguimos nos envolver em projetos de duas ONG’s até então, Ceprodih (já falei aqui) e El Abrojo, que procura desenvolver as comunidades carentes da periferia de Montevideo a partir de programas educacionais que envolvem toda família.

Ontem fomos conhecer a organização social Madre de La Cruz, que realiza um trabalho semelhante ao do El Abrojo. Eles ajudam no desenvolvimento de comunidades carentes, a partir do apoio escolar, social, cultural a crianças no bairro Malvín Norte.  Conhecemos as pessoas envolvidas, o projeto, como eles trabalham, as crianças e as famílias beneficiadas. Era gostoso o sorriso no rosto da molecada.

Apesar de ser um bairro pobre e periférico, o Malvín Norte lembra uma cidade do interior de tão pacato que parece ser. Enquanto esperávamos a reunião começar ouvíamos o barulho do vento nas árvores, os cantos dos pássaros e nenhum barulho de carro. Me fez lembrar os dias que visitava meu avô em Bragança Paulista. Adorava brincar com meus primos no terreno verde que tinha em frente a casa dele, naquela paz característica dos campos. A impressionante tranquilidade só foi abalada pelas crianças que chegavam a ONG e se amontoavam, aguardando a atividade do dia. Era dia de esporte.

Sai de lá com uma sensação gostosa. Voltei no tempo relembrando como nós, quando criança,abrimos estridentes sorrisos de felicidades com pequenos gestos e sensações. Mas que depois de velho criamos muros que nos afastam dessa simplicidade pura e verdadeira.

Até quarta teremos uma posição se trabalharemos com eles. Cruzamos os dedos.

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